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FinOps

O ROI é Rei

CZ

Cesar Zanis

Founder & AI Architect

19 de julho de 2024
3 min de leitura
O ROI é Rei

"Se não gera retorno, é só vaidade disfarçada de esforço."

Vamos ser diretos: você pode amar o que faz, ter um time incrível, usar post-its de cinco cores e fazer reunião com pizza. Mas se isso não estiver trazendo retorno — financeiro, estratégico ou, no mínimo, de aprendizado — você está só brincando de gestão. E gestão, meu amigo, custa.

O famoso "faz com amor" é bonito... até o boleto vencer. E ele vence. Todo mês. Para a empresa, para o time, para você. Por isso, uma pergunta simples deveria estar colada no monitor de todo gestor: "O que isso aqui vai trazer de volta?"

Esse retorno (ROI - Return on Investment) pode vir em várias formas:

  • Financeiro: lucro direto ou corte de custos.
  • Operacional: menos retrabalho, mais eficiência.
  • Estratégico: fortalecimento da posição no mercado.
  • Moral: melhora no clima, engajamento, retenção.

Se não traz nenhum desses, é só vaidade com cara de esforço.

ROI na prática: o caso dos 100 mil litros de diesel

Trabalhei em uma empresa que consumia cerca de 100 mil litros de diesel por mês. Os abastecimentos eram anotados no papel e depois digitados em planilhas. Nenhuma análise. Nenhuma decisão baseada em dados reais. Estávamos sentados sobre uma montanha de informação e não fazíamos nada com ela.

Criamos uma aplicação simples: cadastramos máquinas, geramos QR Codes e começamos a coletar os dados direto na fonte: Tipo de combustível, Litros abastecidos, Hodômetro, Horímetro. Três meses depois, com uma camada leve de BI, o cenário mudou:

  • Identificamos máquinas vilãs.
  • Descobrimos horários críticos.
  • Corrigimos desvios invisíveis.
  • Eliminamos gargalos históricos.

O resultado? Economia de 20 mil litros de diesel. Aumento real de produtividade. Decisão guiada por dados, não por palpite. Isso é ROI. É transformar dado em ação. Processo em economia. Gestão em resultado.

Como Medir o ROI de Qualquer Projeto (Sem Complicação)

Use este roteiro básico sempre que surgir uma nova iniciativa:

  1. Qual problema queremos resolver?
  2. Qual o custo atual dessa dor? (tempo, dinheiro, retrabalho, stress)
  3. Quanto vamos investir para resolver? (equipe, ferramentas, horas)
  4. Qual ganho esperado? (em reais, tempo, produtividade, satisfação)
  5. Em quanto tempo isso se paga? (prazo de retorno)
  6. Tem impacto indireto? (clima, engajamento, imagem da marca)

Se você consegue responder essas seis perguntas de forma honesta, o projeto tem chance real de valer a pena. Se não consegue... é melhor voltar para a prancheta antes de gastar energia.

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