"Não é o que você mede — é o que você faz com a medição."
Tem empresa que adora dashboard. Gráficos coloridos, números subindo, setas verdes para todo lado. Parece sucesso. Mas quando você pergunta "e aí, o que mudou depois de ver esses números?", a resposta é silêncio.
Métricas existem para guiar decisões. Se não guiam, são decoração.
Métricas de vaidade vs. Métricas de ação
Métricas de vaidade:
- Número total de usuários (mas quantos estão ativos?)
- Página views (mas converteram em algo?)
- Features lançadas (mas alguém usa?)
Métricas de ação:
- Taxa de conversão
- Tempo de resolução de incidentes
- Custo por transação
- NPS ativo (não o que você pergunta uma vez por ano)
A diferença? Métricas de ação têm consequência. Se o número muda, você faz algo diferente.
O teste da métrica útil
Para cada métrica que você acompanha, pergunte:
- Se esse número subir, o que eu faço?
- Se esse número cair, o que eu faço?
- Quem olha esse número regularmente?
- Alguma decisão já foi tomada por causa dele?
Se as respostas forem vagas, a métrica é vaidade.
Menos é mais
É tentador querer medir tudo. Mas muita métrica vira ruído. Foque nas 3-5 que realmente importam para seu contexto atual. Quando essas melhorarem, mude o foco.
O ritual faz a diferença
Métrica sem ritual é dado morto. Estabeleça momentos regulares para olhar os números. Discuta variações. Tome decisões. E acompanhe se as decisões funcionaram.
Medir é fácil. Agir baseado em medição é o difícil. E é o único que vale a pena.
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