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DevOps

[TRANSLATE] Guia de Maturidade DevOps: Do Iniciante ao Elite

Cesar Zanis

Cesar Zanis

Founder & AI Architect

July 24, 2025
4 min read
[TRANSLATE] Guia de Maturidade DevOps: Do Iniciante ao Elite

[!IMPORTANT] This post needs translation. Original content below.

"DevOps não é cargo, não é ferramenta, não é time separado. É cultura de colaboração entre quem desenvolve e quem opera."

Muita empresa acha que "faz DevOps" porque usa Docker e tem um Jenkinsfile. A realidade? DevOps é uma jornada de maturidade, e a maioria está nos primeiros passos.

Este guia apresenta os 5 níveis de maturidade DevOps e um plano prático para evoluir.

Os 5 Níveis de Maturidade DevOps


Nível 1: Inicial (Caos Controlado)

Situação: Deploys manuais, ambientes inconsistentes, "funciona na minha máquina".

Características:

  • Deploy é evento traumático
  • Rollback é rezar e restaurar backup
  • Não há versionamento claro de configurações
  • Time de Ops é reativo (apaga incêndio)

Métricas típicas:

  • Deployment Frequency: Mensal ou menos
  • Lead Time: Semanas a meses
  • Change Failure Rate: >50%
  • MTTR: Dias

Plano de Ação:

  1. Versionamento de código (Git) se não tiver
  2. Documentar passos de deploy atual
  3. Criar primeiro ambiente de staging
  4. Automatizar pelo menos o build

Nível 2: Repetível (Processos Definidos)

Situação: Processos existem, mas ainda são manuais. Há checkists, mas humanos executam.

Características:

  • Deploy segue script ou runbook
  • Existe staging, mas nem sempre reflete produção
  • Testes existem, mas não bloqueiam deploy
  • Monitoramento reativo (alerta quando já quebrou)

Métricas típicas:

  • Deployment Frequency: Semanal
  • Lead Time: 1-4 semanas
  • Change Failure Rate: 30-50%
  • MTTR: Horas a dias

Plano de Ação:

  1. Implementar CI básico (build + testes automatizados)
  2. Criar pipeline de deploy semi-automatizado
  3. Paridade entre staging e produção
  4. Alertas básicos de infraestrutura

Nível 3: Definido (Automação Consistente)

Situação: CI/CD funcionando, IaC (Infrastructure as Code) em uso, práticas padronizadas.

Características:

  • Deploy com um clique (ou merge)
  • Infraestrutura versionada (Terraform, Pulumi)
  • Testes automatizados bloqueiam deploy
  • Observabilidade básica (logs, métricas, traces)

Métricas típicas:

  • Deployment Frequency: Diária a semanal
  • Lead Time: Dias a 1 semana
  • Change Failure Rate: 15-30%
  • MTTR: Horas

Mini-Case: Uma fintech passou do Nível 2 ao 3 em 6 meses. Deploy que levava 4 horas passou a levar 15 minutos. Quantidade de incidentes pós-deploy caiu 60%.

Plano de Ação:

  1. CD completo (deploy automático em staging, manual em prod)
  2. Feature flags para releases graduiais
  3. Dashboards de observabilidade
  4. Runbooks para incidentes comuns

Nível 4: Gerenciado (Métricas Guiam Decisões)

Situação: DORA Metrics acompanhadas, SLOs definidos, cultura de melhoria contínua.

Características:

  • Deploys múltiplos por dia
  • Rollback automatizado em caso de falha
  • SLOs com error budget
  • Blameless post-mortems

Métricas típicas:

  • Deployment Frequency: Múltiplas por dia
  • Lead Time: Menos de 1 dia
  • Change Failure Rate: <15%
  • MTTR: Menos de 1 hora

Plano de Ação:

  1. Canary deployments ou blue-green
  2. SLOs formalizados com error budget
  3. Processo de post-mortem estruturado
  4. Self-service para desenvolvedores

Nível 5: Otimizado (Elite)

Situação: Continuous deployment total, experimentação constante, engenharia de caos.

Características:

  • Commit vai para produção em minutos
  • Feature flags controlam 100% dos releases
  • Chaos engineering em uso
  • Platform team servindo desenvolvedores

Métricas típicas (DORA Elite):

  • Deployment Frequency: On demand
  • Lead Time: Menos de 1 hora
  • Change Failure Rate: <5%
  • MTTR: Menos de 1 hora

Só algumas empresas chegam aqui: Netflix, Google, Amazon. Mas mesmo empresas menores podem alcançar Nível 4.


As DORA Metrics Explicadas

As 4 métricas fundamentais de performance de engenharia:

1. Deployment Frequency

Quantas vezes você faz deploy em produção?

  • Elite: On demand (múltiplas por dia)
  • High: Semanal a diário
  • Medium: Mensal a semanal
  • Low: Menos que mensal

2. Lead Time for Changes

Do commit à produção, quanto tempo leva?

  • Elite: Menos de 1 hora
  • High: 1 dia a 1 semana
  • Medium: 1 semana a 1 mês
  • Low: Mais de 1 mês

3. Change Failure Rate

Qual % dos deploys causa incidente?

  • Elite: 0-15%
  • High: 16-30%
  • Medium: 31-45%
  • Low: 46%+

4. Mean Time to Recovery (MTTR)

Quando quebra, quanto tempo para recuperar?

  • Elite: Menos de 1 hora
  • High: Menos de 1 dia
  • Medium: 1 dia a 1 semana
  • Low: Mais de 1 semana

O Futuro: Platform Engineering

DevOps está evoluindo. O próximo passo é Platform Engineering:

  • Time de plataforma constrói self-service
  • Desenvolvedores usam abstrações, não ferramentas brutas
  • Padronização com flexibilidade
  • Developer Experience como métrica

Leia mais em: O Fim do DevOps Como Conhecemos


O Próximo Passo

  1. Diagnóstico: Em qual nível você está?
  2. Priorização: Qual o próximo passo mais impactante?
  3. Execução: Pequenas melhorias consistentes

Quer ajuda para mapear sua maturidade DevOps e traçar um roadmap? Fale comigo.

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